Jesus e a sua trajetória de luz na terra.

Jesus e a sua trajetória de luz na terra.
Ninguém vai ao Pai senão por mim. João 14,6

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Diretrizes evolutivas no movimento espírita

Diretrizes evolutivas no movimento espírita
André Luiz Peixinho

Ao organizarmos qualquer projeto de trabalho sempre temos marcos referenciais que os norteiam, ora explícitos ora implícitos. Um sistema subjacente de crenças, valores e idéias orienta e dá sustentabilidade às ações e decisões.

No Espiritismo a idéia mais estruturante que conhecemos é a evolução do ser. Da simplicidade para a complexidade, da ignorância para a sabedoria, do egocentrismo ao máximo teocentrismo, da supremacia da forma e da matéria até a o domínio da substância e do espírito, tudo se encadeia numa diversidade hierarquizada de manifestações correspondentes à capacidade realizadora do espírito, essência, no mundo da existência.

Por estarmos parte desta grande cadeia de seres em marcha para plenitude, em estágios diferentes de consciência, produzimos trabalhos e construímos estruturas e relações  correspondentes.

Não é de se estranhar, portanto, que a diversidade seja encarada como um fenômeno natural da condição evolutiva. E como não estamos ainda no estágio máximo desta ascensão tendemos, pela lei do meio mínimo, a nos fixar em nossas possibilidades como aquelas que podem ser validadas como universais, atitude que reflete o grau do nosso egocentrismo.

Não nos damos conta de quantas vezes mudamos de percepção e acreditamos que desta vez encontramos a posição definitiva.

Numa perspectiva evolutiva podemos recordar que a mutação é constante ainda que os níveis mais elevados incluam as sínteses de aprendizagem anteriores, naturalmente adaptadas ao novo estágio de consciência e sua manifestação. Portanto nem as estruturas nem as práticas podem ser permanentemente estáveis principalmente para aqueles que nela estão envolvidos.
Mas mudar por mudar pode ser simplesmente um ato de falta de perseverança permutando diferentes do mesmo estágio evolutivo. Por isto toda mudança para ser consistentemente compreendida em termos evolutivos necessita se orientar por seus parâmetros maisconhecidos, enunciados a saber:

Acrescenta complexidade e novas propriedades e resultados?

Amplia a consciência dos participantes tornando-se cada vez mais sujeitos autônomos?

Permite mais integração aproximando-se da percepção mais elevada da unidade fundamental do cosmos e de Deus?

Desloca o foco da liberdade para escolhas mais sutis e faz crescer a zona do já sabido sob a forma de automatismos, hábitos, instintos e sínteses experienciais? Permite uma manifestação mais evoluída do amor sob a forma de incondicionalidade, cuidado, respeito e conhecimento de si mesmo, do outro e do transcendente?

Respondendo afirmativamente aos questionamentos supramencionados podemos dizer que estamos escolhendo o essencial daquele momento evolutivo e assim validamos nosso projeto.

Uma inferência natural decorre desta percepção em termos de valores: o critério que usamos centrado num padrão que quando imitado julgamos a atitude certa e quando transgredido dizemos errada a ação é muito superficial e negador da diversidade evolutiva. Como bem advertia Allan Kardec no livro A Gênese muita coisa que era qualidade na criança torna-se defeito no adulto ou ainda “o que era outrora um bem, porque era uma necessidade de sua natureza, transforma-se num mal, não só porque já não constitui uma necessidade, como porque se torna prejudicial à espiritualização do ser”.

Indivíduos e instituições, atitudes e práticas sociais estão em constante evolução. Mas a velocidade com que isso ocorre é variada e faz surgir uma imensidão de possibilidades todas com algum valor intrínseco mas seguramente sem caráter universal de validade, ou seja, são inadequadas para alguns estágios de consciência.

No contexto evolutivo, certo é o que proporciona a ascensão do ser, espiritualiza sua manifestação, aproxima-o de Deus. Errado é o que faz alguém estagnar ou não aproveitar adequadamente suas possibilidades de progresso.

Deste conceito decorre uma necessidade: a de buscarmos a unidade de princípios na diversidade das formas. Sem esta atitude incorremos na prática da exclusão por puro devaneio de nos considerarmos senhores da verdade, do bem, do belo e do justo, para ficarmos apenas nas quatro grandes idéias do mundo platônico. Ato de insciência, pois deste modo sequer influenciaremos os outros na sua zona limítrofe de aprendizagem e simplesmente a desconheceremos e correremos o risco de cultivarmos a pobreza da endogenia associando-nos apenas aos que “rezam por nossa cartilha”.

O movimento espírita com sua organização também evolui, se complexifica, se conscientiza de novas situações, ordena-se integrativamente e escolhe entre as diversas formas a que mais lhe convém no momento. A diversidade de suas manifestações pode ser a riqueza e pujança da sua criativa desde que atenda aos parâmetros evolutivos em sua avaliação para não reativar velhos condicionamentos em nome da inovação.

A ampliação das motivações dos que buscam as instituições espíritas exige que as mesmas ofereçam opções de conhecimento e vivência compatíveis com estes anseios. Isto já acontece ainda que ao sabor da criatividade de cada organizador, de forma assistemática e não socializada.

Para continuarmos na linha de o progresso do movimento espírita baiano que recebemos dos nossos dirigentes antecessores propomos que façamos estudos adequados dos vários níveis de atuação existentes e ou aspirados tendo como eixo estruturante a idéia de evolução e como busca incessante a noção de identidade social espírita.

Para iniciar tal trabalho reunimos experientes lidadores de várias instituições espíritas para analisarmos as práticas espíritas numa perspectiva evolucionista. Em vários encontros escolhemos identificadores ou variáveis referentes a cada área de atuação e criamos escalas facilitadoras da percepção do estágio evolutivo de cada prática.

Um exemplo típico é a escala de práticas de ensino espírita baseada em três identificadores a saber : tempo e regularidade da prática e do participante, complexidade das fontes de conhecimento e participação do aprendiz.

Encontra-se eventualmente na instituição e aproveita para aprender. Assistemático.

Reúne-se regularmente em horário combinado e estuda neste momento.

Além do anterior realiza tarefas individuais de estudo episodicameente.

Regularmente tem também atividades complementares de aprendizagem.

Conecta a aprendizagem com a experiência cotidiana e estuda no laboratório da vida

Inclui estudos complementares em outros estados de consciência além da vigília ( sonho, projeção astral)

Quanto às fontes de informação:

Opiniões assistemáticas de uma liderança

Leitura momentânea de um texto aleatório

Estudos regulares baseado numa fonte específica

Estudos sistemáticos com material didático específico

Estudos de um autor ou de diferentes obras

Estudos temáticos comparados com outras fontes

Revisões sistemáticas com produções de sínteses ou consensos

Estudo centrado em pesquisa e produção de novos conhecimentos

Estudos de aplicação e experimentação na vida pessoal e grupal em consciência de vigília

Estudos integrativos experienciais em vários níveis de consciência

Quanto à participação do aprendiz

Passivo ................ a ativo . Escala numérica de 0 a 10

É claro que toda escala humana não abarca todo o espectro possível pois o desconhecemos e toda organização tem limites máximo e mínimo de flexibilidade que definem a sua zona de conforto e operacionalidade com eficiência.

O uso das mesmas nas práticas que encetamos permite realizarmos uma avaliação diagnóstica mais precisa e, em consequência, um planejamento mais consistente para o transformismo evolutivo. Por outro lado libertamo-nos dos modelos mentais julgadores queautomaticamente nos faz enxergar os acontecimentos pela lentes bifocais de certo ou errado conforme o padrão subjacente.

Como cada estágio demanda uma prática correlata vale lembrar com Paulo de Tarso que tudo me é lícito mas nem tudo me convém.

Confia Sempre

Confia Sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.

Crê e batalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.

Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve.

Aprende e adianta-te.

Brilha a alvorada além da noite.

Hoje é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com aflição ou ameaçando-te com a morte...

Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia



Autor: Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Seminário Mediunidade Desafios e Bençãos

 Seminário Mediunidade Desafios e Bençãos Data: 06 de maio de 2.012
 Local: Centro de Convenções da Bahia
 Horário: 9h às 18h
 Focalizador: Divaldo Pereira Franco
 Valor: R$ 50,00
 Central de Informação: 71-3409-8320-Mansão do Caminho
 
Locais de Inscrição:
1-Mansão do Caminho: 71-3409-8320-Segunda a Sexta feira(Horário comercial).
2-Feeb-sede Iguatemi-3359-3323/3351-3320.
3-Centro Espírita Deus,Luz e Verdade-3381-8536.
4-CEPE-Centro Espírita Paulo e Estevão-3248-8320.

Maiores informações:
www.mansaodocaminho.com.br



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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Revista Internacional de Espiritismo

A Revista Internacional de Espiritismo, fundada por Cairbar Schutel, em 15 de fevereiro de 1925, alcança o seu octogésimo sétimo aniversário de trabalho em prol da difusão da Doutrina Espírita, fiel a Kardec, que é a chave, e a Jesus, que representa a porta para a compreensão dos ensinamentos que devem conduzir-nos, e à Humanidade, a estágio mais elevado, de regeneração, a caminho de um mundo feliz, mais adiante.
Divulgando o Espiritismo nos seus três aspectos, o filosófico, o religioso e o científico e adentrando a área social e a artística, entre outras, a Revista continua, conforme a meta de seu fundador, a incentivar o estudo e o entendimento dos ensinos dos Espíritos, contidos na Codificação, e a acompanhar a dinâmica da Terceira Revelação, no Brasil e no mundo.
Vivenciamos uma fase de transição, rumo a uma nova alvorada, precedendo-a, seja pelo livre-arbítrio dos homens, seja pelo determinismo do Alto, acontecimentos diversos que operam transformações tanto nos aspectos materiais quanto nos de ordem espiritual.
A Lei de Progresso a tudo e a todos impulsiona à frente, dispondo para isso dos mecanismos pertinentes.
Por vezes, presságios menos otimistas preocupam pessoas, sociedades, povos e nações.
A embarcação terrena, entretanto não se encontra sem leme.
Uma nova geração vai se formando, uma realidade nova vai se desenhando. E a RIE, como inúmeras publicações de vanguarda, vai cumprindo seu papel de informar e formar.
O mundo e a humanidade estão carentes. A tecnologia vai crescendo cada vez mais, obedecendo aos impulsos da inteligência, mas a moral, cuja base se assenta nos sentimentos, claudica, favorecendo vícios de toda ordem.
As crises de hoje, como ocorreu no passado mais próximo ou mais remoto, prenunciam mudanças, nem sempre inteligíveis a curto prazo.
O porvir, não obstante, será luminoso, porque assim está programado, e todos os homens de bem podem dar sua contribuição nesse sentido.
Espíritos mais preparados, com suas programações reencarnatórias, vão renascendo na matéria, para impulsionar o progresso moral.
Do lado de lá, benfeitores espirituais, sob a égide do Cristo, vão atuando, incansavelmente, por todas as maneiras ao seu alcance.
O Espiritismo, tendo como braços operacionais trabalhadores dos dois planos da vida, é convidado a continuar cumprindo sua parte no concerto da sinfonia que prepara o mundo melhor.
Se não se tem hoje, como outrora, retumbantes fenômenos de efeitos físicos, obras de caridade e amor vão se erguendo cada vez mais, lenindo corações, amparando a criança e o adolescente em situação de alto risco social, assistindo a velhice desamparada, cuidando de deficientes.
A imprensa espírita, por sua vez, prossegue tendo a oportunidade de apoiar as realizações férteis, incentivar o estudo e a divulgação das obras básicas da Doutrina Espírita, codificadas por Allan Kardec, estimulando o desenvolvimento da fé raciocinada, que liga a teoria à prática, fator decisivo para o exercício da reforma íntima, a ser alcançada por todos.
A ideia espírita, hoje atrelada aos frutos que a caridade propicia à sociedade, gera a simpatia da comunidade, contribuindo para a assimilação gradativa, ainda que muitas vezes inconsciente, das verdades espirituais dirigidas à Humanidade inteira pelo Espírito de Verdade.
Possa a Revista Internacional de Espiritismo levar adiante o ideal do seu fundador que, hoje, do outro lado da vida, prossegue amparando esta e tantas outras tarefas espíritas.

Iluminação de Consciências

Iluminação de Consciências

Natanael Ben Elias, o paralítico de Cafarnaum, acabara de ser completamente curado por Jesus, voltando a andar.





Todos estavam em festa, exceto o Mestre, que meditava seriamente.





Simão, buscando romper o silêncio de Jesus, então pergunta:





Por que dizes que não Te compreendemos,Rabi? Estamos todos tão felizes!





Simão, neste momento, enquanto consideras o Reino de Deus pelo que viste, Natanael, com alegria infantil, comenta o acontecimento entre amigos embriagados e mulheres infelizes.





Outros que recobraram o ânimo ou recuperaram a voz, entre exclamações de contentamento, precipitam-se nos despenhadeiros da insensatez, acarretando novos desequilíbrios, desta vez, irreversíveis.





Não creias que a Boa Nova traga alegrias superficiais, dessas que o desencanto e o sofrimento facilmente apagam.





O Filho do Homem, por isso mesmo, não é um remendão irresponsável, que sobre tecidos velhos e gastos costura pedaços novos, danificando mais a parte rasgada com um dilaceramento maior.





A mensagem do Reino, mais do que uma promessa para o futuro, é uma realidade para o presente.





Penetra o íntimo e dignifica, desvelando os painéis da vida em deslumbrantes cores...





Eu sei, porém, que Me não podeis entender, tu e eles, por enquanto. E assim será por algum tempo.





Mais tarde, quando a dor produzir amadurecimento maior nos Espíritos, Eu enviarei alguém em Meu nome para dar prosseguimento ao serviço de iluminação de consciências.





As sepulturas quebrarão o silêncio que guardam e vozes, em toda parte, clamarão, lecionando esperanças sob os auspícios de mil consolações.





* * *





Séculos se passaram depois destes dizeres preciosos.





A dor amadureceu muitos corações desnorteados, e novamente a Humanidade suplicou a Jesus pela cura de suas mazelas.





Os sepulcros foram rompidos. O silêncio dos aparentemente mortos foi quebrado, e os descobrimos vivos, imortais e reluzentes.





Sim, as estrelas caíram dos céus. Estrelas de primeira grandeza espiritual se uniram em uma constelação admirável, e voltaram seu feixe de luz poderoso para aTerra.





Os Espíritos falaram, ensinaram, provaram que a vida futura prometida por Jesus é real.





A iluminação de consciências, proposta por Jesus, ganhou uma dimensão nova e maior.





A mensagem do Cristo se faz novamente presente como uma proposta para o presente, para a renovação imediata, urgente.





Na grande transição que o planeta atravessa, são eles, os Missionários do Mestre, que semeiam a verdade em todos os povos.





O amor volta a tomar seu lugar de evidência, nas propostas elevadas que são apresentadas aqui e acolá.





Atiramos as roupas velhas no tempo, e vestimos a roupagem do ESPIRITISMO, entendendo que a vida do Espírito, esta sim, é a verdadeira.





O Consolador - o Espiritismo - já está entre nós... Escutemo-Lo!







Autor: Amélia Rodrigues
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Primícias do Reino

O Grande Restaurador

O Grande Restaurador

As palavras que Ele pronunciava, emolduravam-se com os atos que Ele realizava. Identificado com Deus, Suas mãos produziam as curas mais diversas, e que nunca haviam acontecido antes.



De todo lugar, portanto, particularmente da Síria, traziam doentes: paralíticos, cegos, surdos, lunáticos, infelizes de todo porte, que chegavam exibindo suas dores mais cruéis e padecimentos sem conforto.



Jesus, tomado de compaixão, atendia-os, ministrando-lhes o bálsamo da misericórdia que escorria pelas mãos e alterava a tecedura orgânica desorganizada, restaurando-lhes a saúde.



Era natural que, à medida que libertava os enfermos das suas mazelas, que eles próprios haviam buscado através da insensatez, da perversidade e do crime, mais necessitados O buscassem com avidez e tormentos. Ele porém, não atendia a todos quantos se Lhe apresentassem procurando a recuperação orgânica, emocional ou mental. A Sua era uma terapia de profundidade, que sempre convocava o paciente a não voltar a pecar, evitando-se novos comprometimentos tormentosos, para que não acontecesse nada pior. Essa sim, seria a cura real, a de natureza interior, mediante a transformação moral, em razão de se encontrar no imo do ser a causa do seu padecimento.



Conhecendo que todos os seres procedem de outros caminhos, os mais variados, que foram percorridos pelos multifários renascimentos carnais, cada qual imprime nos tecidos delicados do Espírito os atos que praticaram, fazendo jus às ocorrências de dor e sombra em que se encontravam, assim como das alegrias e da saúde que os visitavam. A criatura é a semeadora, mas também a ceifeira dos próprios atos, que se insculpem nos refolhos do ser, desenhando as futuras experiências humanas no corpo.



Eis porque, nem todos os doentes Lhe recebiam a atenção que esperavam encontrar. Não estavam em condições de ser libertados das aflições que engendraram antes para eles próprios, correndo o risco de, logo que se encontrassem menos penalizados, corressem na busca de novas inquietações.



A sabedoria de Jesus é inigualável, porque penetra no âmago dos acontecimentos, de onde retira o conhecimento que faculta entender o que sucede com cada qual que O procura.



Aqueles homens e mulheres alienados, de membros paralisados, sem audição, nem claridade ocular, procediam de abismos morais em que se atiraram espontaneamente, desde que luz em toda criatura a noção da verdade, do dever e se encontram ínsitos os impulsos do amor e da paz. Não obstante, a teimosia rebelde despreza os sinais de perigo e impõe os caprichos da personalidade inquieta, desejando alterar os impositivos das Leis universais a seu benefício e em detrimento das demais pessoas, no que resultam os dramas imediatos e futuros que sempre alcançam os infratores.



Jesus não se permitiria alterar os Soberanos Códigos, beneficiando aqueles que se encontravam incursos nos resgates não concluídos, deixando outros ao abandono. A Sua é a justiça ideal, que não privilegia, nem esquece.



Temos a real demonstração no atendimento ao nado-cego. Aquele homem nascera cego e sofria, mas não reclamava. Quando Jesus passou próximo a ele, os amigos interrogaram: - Senhor, quem pecou, ele ou seus pais, para que nascesse cego?



Como ele era cego de nascença, não poderia ter pecado na atual existência, e igualmente não poderia resgatar dívidas de seus pais, caso fossem pecadores.



Jesus, que lhe penetrara a causalidade da cegueira, redargüiu, sereno:



- Nem ele, nem seus pais pecaram, mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. (1)



Tratava-se de um voluntário, que se apresentava no ministério de Jesus, a fim de que se pudessem manifestar as obras de Deus, o poder de que se encontrava possuidor o Mestre. E, ato contínuo, curou o homem, utilizando-se de um processo especial, que pudesse impressionar os circunstantes.



A Sua autoridade moral produzia vibrações que afastavam os Espíritos perversos, para os quais, o verbo franco e gentil não lograva o êxito que se fazia necessário. Perdidos em si mesmo, conheciam da vida apenas o temor que experimentavam e que infligiam nas suas vítimas. Outros enfermos, no entanto, ao leve contato das Suas mãos recebiam a energia vitalizadora, que restaurava o campo vibratório onde se encontravam as matrizes geradoras das aflições, modificando-lhe as estruturas e reabilitando o equilíbrio.



Dessa forma, era facultado ao endividado recuperar-se moralmente pelo bem que pudesse fazer, pela utilidade de que se tornava portador, auxiliando outras pessoas que dele se acercassem.



A humanidade ainda padece essas conjunturas aflitivas que merece.



Existem muitos seres humanos que andam, porém, são paralíticos para o bem, encontrando-se mutilados morais, dessa maneira, sem interesse por movimentarem a máquina orgânica de que se utilizam para a própria como a edificação do seu próximo. Caminham, e seus passos os dirigem para as sombras, a que se atiram com entusiasmo e expectativas de prazer, imobilizando-se nas paixões dissolventes, que terão de vencer...



Há outros que pensam, mas a alucinação faz parte da sua agenda mental: devaneando no gozo, asfixiando-se nos vapores entorpecentes, longe de qualquer realização enobrecedora. Intoxicados pela ilusão dos sentidos, não conseguem liberar-se das fixações perniciosas, que os atraem e os dominam.



... E quantos que têm olhos e ouvidos, mas apenas se utilizam para os interesses servis a que se entregam, raramente direcionando a visão para o Alto e a audição para a mensagem de eterna beleza da vida?



Ainda buscam Jesus nos templos de fé, a que ocorrem, uma que outra vez, mantendo a fantasia de merecer privilégios, de desfrutar regalias, sem qualquer compromisso com a realidade, ou expectativa ditosa para o amanhã, sem a mórbida inclinação para o vício, para a perversão.



Alguns conseguem encontrá-lO e se fascinam por breves momentos, logo O abandonando, porque não tiveram a sede de gozo atendida, nem se fizeram capazes de sacrificar a dependência tormentosa, a fim de serem livres.



Não são poucos aqueles que se encontram escravizados à infelicidade por simples prazer, a que se acostumaram, disputando a alegria de permanecer no pantanal das viciações morais.



Estão na luz do dia e deambulam nas sombras da noite. Possuem razão e discernimento, no entanto, os direcionam exclusivamente para os apetites apimentados do insaciável gozo.



Vivem iludidos e se exibem, extravagantes, no palco terrestre, até quando as enfermidades dilaceradoras _ de que ninguém se pode evadir _ ou a morte os dominam e consomem. Despertam, mais tarde, desiludidos e sem glórias, sem poder, empobrecidos de valores morais, que nunca os acumularam.



Jesus, é, portanto, o grande restaurador, mas cada Espírito tem o dever de permitir-se o trabalho de auto-renovação, em favor da própria felicidade.



A Sua voz continua ecoando na acústica das almas:



- Vinde a mim... Eu vos aliviarei!



É necessário porém, ir a Ele...





(*) Mateus: 4: 24 e 25. João: 9: 2 e 3. Nota da Autora espiritual.

Autor: Amélia Rodrigues
Psicografia de Divaldo Franco
HISTÓRICO DE MENSAGENS DE AMéLIA RODRIGUES
08/12/2011 - Iluminação de Consciências

17/11/2011 - Brandos e Pacíficos

17/11/2011 - O Grande Restaurador

21/05/2009 - Correções Libertadoras

02/01/2006 - Melodia



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